Por norma, quando inicio o processo de pintura dum lenço, ou até muitas vezes de um quadro, não tenho uma ideia pré-definida do que vou fazer; por incrível que pareça, a seda branca, esticada no bastidor, inspira-me. Olho para o mostruário das cores e (duma forma geral) vem-me à ideia sempre qualquer coisa, sejam flores, paisagem, núvens, mar, sei lá, tanta e tanta coisa que me vem à cabeça e aí meto eu mãos à obra.
Foi o que sucedeu com este lenço. Passei com os olhos por um jornal onde tinha uma fotografia dum deserto, e apeteceu-me pintar umas dunas, onduladas, cor de areia, outras mais escuras em vermelho e porque não. o azul do céu também ser ondulado? A imaginação não tem limites, de facto, e eis que surtiu este efeito que me agradou imenso. Era mesmo isto que eu queria fazer!
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